sexta-feira, 1 de junho de 2012

DEPOIMENTOS

Querem saber mais sobre as pessoas que já tiveram um AVE ou AVC? Acesse o blog abaixo:

CONVITE


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DIA 05/06/2012, 19h - SALA 103

Vídeos sobre AVC ou AVE

Vídeos Muito Interessantes! 


Recuperação


Fase de Recuperação

Consoante a Organização Mundial de Saúde, 2003 os estágios da fase de recuperação são:

  1. Persistência da hipotonia (estágio flácido), havendo perda motora geral e perda sensorial severa. O braço fica mole e caído e o paciente não consegue firmar-se no espaço devido à fraqueza muscular e ao baixo tónus muscular, sendo o mais incapacitante dos 3 estágios.

  2. Evolução para o tónus normal (o estagio de recuperação), os movimentos iniciam-se nos membros, primeiro mais distalmente, permanecendo na generalidade uma leve incapacidade.

  3. Evolução para a hipertonia (o estágio espástico), a recuperação da função motora com uma evolução para a espasticidade é bastante frequente. Há uma recuperação inicial dos movimentos proximais dos membros. O tónus muscular aumentado conduz à espasticidade que se apresenta nos músculos antigravíticos.Este tónus muscular é diferente em cada indivíduo, influenciando a qualidade do movimento:
     
    • espasticidade severa: os movimentos são difíceis e por vezes impossíveis devido à contracção muscular contínua;
    • espasticidade moderada: os movimentos são lentos e realizados com esforço e coordenação anormal;
    • espasticidade leve: os movimentos grossos dos membros são possíveis, enquanto os movimentos finos da mão são difíceis.

  4. Ataxia, é resultado em alguns casos de hemiplegia (principalmente os causados por trauma), o cerebelo ou o sistema cerebelar pode ser afectado. Os movimentos são descontrolados e excessivos, havendo dificuldade na realização e manutenção das posições intermediárias de um movimento. A realização de tentativas voluntárias para resolver esses problemas causa tremor intencional e dismetria.

Segundo Bobath, também, existem três estádios pós-AVC: 1º estádio é a hipotonia no hemicorpo afectado, 2º estádio é a hipertonia do hemicorpo afectado e o 3º estádio é a de recuperação relativa que depende de muitos factores entre os quais o local e a extensão da lesão, a idade, a capacidade do sistema nervoso se reorganizar (plasticidade) e a motivação/atitude do utente que podem fazer variar o tempo de permanência entre os estádios e condicionar a recuperação (O´Sullivan, 1993).

Fatores de Risco

Pessoal, segue o link de um artigo excelente sobre a conceituação e os fatores de risco do AVE! Leiam! 

Manifestações Clínicas

Nesta postagem utilizaremos como fonte, bibliográfias referentes ao AVC (acidente vascular cerebral), mas lembrem-se que estas manifestações podem se dar mediante a danos vasculares em qualquer parte do encéfalo! 


A sintomatologia depende da localização do processo isquémico, do tamanho da área isquémica, da natureza e funções da área atingida e da disponibilidade de um fluxo colateral (Sullivan, 1993).
As principais sequelas provenientes de um AVC são os défices neurológicos que se vão reflectir em todo o corpo, uni ou bilateralmente, como consequência da localização e da dimensão da lesão cerebral, podendo apresentar como sinais e sintomas perda do controlo voluntário em relação aos movimentos motores, sendo a disfunção motora mais comum, a hemiplegia (devido a uma lesão do lado oposto do cérebro); a hemiparésia ou fraqueza de um lado do corpo é outro sinal (Resck, et. al., 2004; Petrilli, Durufle, Nicolas, Pinel, Kerdoncuff, Gallien, 2002).
Existindo assim um comprometimento ao nível das funções neuromuscular, motora, sensorial, perceptiva e cognitiva/comportamental (Resck, et.al., 2004).

Função Sensorial:

A sensibilidade frequentemente sofre prejuízos, mas raramente está ausente do lado hemiplégico. São comuns as perdas proprioceptivas, exercendo significativo impacto sobre as habilidades motoras. Também são comuns a perca do tacto superficial, dor e temperatura, contribuindo para uma disfunção perceptiva geral e para o risco de autolesões.
Os pacientes hemiplégicos podem ainda sofrer de hemianopsia homónima – defeitos no campo visual. O paciente sofre de cegueira da metade nasal de um dos olhos e da metade temporal do outro, dependendo do local da lesão (Sullivan, 1993).
As alterações sensoriais mais frequentes, aquando da ocorrência de um AVC, são os défices sensoriais superficiais (tácteis, térmicos e doloros), proprioceptivos (postural e vibratória) e visuais (diminuição da acuidade visual, diplopia).

Função e Comportamento Mental:

Alguns dos pacientes que sofrem um AVC são dados como confusos ou não cooperantes, sem espírito de iniciativa, ou mentalmente inadequados. Podem também ficar com a compreensão prejudicada, sofrer de perda de memória recente, perda da percepção corporal, negação de lhe pertencerem os membros afectados (Sullivan, 1993).
Os utentes com lesão no hemisfério direito e esquerdo têm comportamentos muito distintos. Os utentes com lesão no hemisfério direito, tendem a ter um comportamento mais lento, são mais cuidadosos, incertos e inseguros. Ao desempenharem tarefas apresentam-se ansiosos e hesitantes, necessitando frequentemente de apoio e “feedback” (Sullivan, 1993).

Função Perceptiva:

O tipo e a extensão dos défices perceptivos vão depender do local da lesão. Um AVC pode provocar distúrbios na posição no espaço, na percepção da profundidade, na orientação topográfica, apraxia (incapacidade para programar uma sequência de movimentos), agnosia (incapacidade de reconhecer objectos familiares de uso pessoal, e de lhe dar uma função), falhas na discriminação esquerda/direita… (Sullivan, 1993).

Função da Linguagem/Comunicação:

Este tipo de problema resulta geralmente quando o AVC teve a sua origem numa obstrução da artéria cerebral média localizada no hemisfério esquerdo (Sullivan, 1993).

Função motora:

Os pacientes sofrem desequilíbrio postural, espasticidade, padrão flexor do membro superior e padrão extensor do membro inferior, entre outros (Sullivan, 1993).

Alterações do Tónus

Logo após um AVC, o hemicorpo afectado apresenta hipotonia, isto é, o tónus é muito baixo para iniciar qualquer movimento, não apresenta resistência ao movimento passivo e o utente não consegue manter o membro em nenhuma posição, principalmente durante as primeiras semanas. Ocasionalmente a flacidez dura apenas algumas horas ou dias, mas raramente persiste indefinidamente. Estas alterações levam ao desaparecimento da consciencialização e dos padrões de movimento do hemicorpo afectado, bem como a padrões inadequados do lado não afectado. Desta forma, o utente não consegue sentar-se sem apoio, manter-se de pé (Sullivan, 1993) …
É frequente nestes casos, com o passar do tempo, a substituição de um quadro de hipotonia, por um quadro hipertonia em que há um aumento da resistência ao movimento passivo (característico dos padrões espásticos) (Sullivan, 1993).
A espasticidade tende a aumentar gradualmente nos primeiros 18 meses com os esforços e actividades desenvolvidas pelo indivíduo (fase espástica), podendo provocar posturas anormais e movimentos estereotipados (Sullivan, 1993).
Geralmente estes utentes apresentam hipertonia nos músculos anti-gravíticos do hemicorpo afectado (flexores no membro superior e extensores no membro superior) (Sullivan, 1993).

Perda do mecanismo de controlo postural

A base para a realização dos movimentos voluntários normais especializados é o mecanismo de controlo postural. Desta forma, se as reacções posturais automáticas de um indivíduo que tenha sofrido um AVC não estiverem a funcionar no hemicorpo afectado, o indivíduo não conseguirá usar vários padrões normais de postura e de movimento, que lhe permitem fazer transferências, rolar, sentar-se, manter-se de pé, andar, realizar actividades da vida diária e outras actividades funcionais (Sullivan, 1993).
As patologias e as sequelas neurológicas interferem com a capacidade do indivíduo em executar as funções e a satisfazer as suas obrigações. Assim, o indivíduo com sequela neurológica não é capaz de desempenhar o seu papel social ou de manter o seu relacionamento habitual com os outros (Resck, et. al., 2004).
Alguns autores defendem que os objectivos da reabilitação em pacientes com AVC são, prevenir complicações; recuperar ao máximo as funções cerebrais comprometidas pelo AVC (temporárias ou permanentes); e reintegrar o paciente na família, no trabalho e na sociedade melhorando a sua qualidade de vida (Resck, et. al., 2004; Yelnik, Lariboisière, Widal, 2005).
A promoção do máximo de independência funcional nas áreas de desempenho do utente deve ter em conta as suas capacidades, motivações e necessidades (Jette, Warren, Wirtalla, 2005).

O que é AVE?


O AVE, ou Acidente Vascular Encefálico é a terceira maior causa de morte no mundo desenvolvido, atrás apenas dasdoenças coronárias e de todos os tipos de câncer.
Para entendermos o que AVE, precisamos entender algumas funções cerebrais.
O cérebro possui um mecanismo que depende do fluxo sanguíneo adequado. É um sinal de desenvolvimento rápido de uma perturbação focal da função cerebral de possível origem vascular e com mais de 24 horas de duração.
O AVE pode causar danos severos a áreas do cérebro que controlam funções vitais, estas funções podem envolver capacidade motora, comunicação, emoções e consciência, entre outros. 20% dos casos ficam com seqüelas definitivas.
Classificação: embora existam vários tipos de AVE, é possível dividí-lo em duas categorias diferentes: hemorrágica e isquêmica. Veja:
a)  Isquêmico – sua causa é a diminuição do fluxo sanguíneo cerebral vascular (CARLOTTI JUNIOR; COLLI; ELIAS JUNIOR, 2003), sendo que a irrigação e oferta de O2(oxigênio) são inadequadas – 85% dos casos.
b) Hemorrágico – sangramento dentro do cerebelo ou tronco cerebral, geralmente causado pela ruptura de um vaso penetrante. Esse rompimento faz com que o sangue seja extravasado sobre pressão no parênquima cerebral(ANDRÉ, 1999).
Algumas características do AVE, tanto isquêmica, quanto hemorrágica, podem ser verificadas abaixo, sendo:
a) Trombose cerebral: que é um coágulo que se forma dentro de um grande vaso sanguíneo do cérebro que gradualmente diminui ou para o suprimento de sangue a determinada área.

b) Hemorragia cerebral: é a ruptura de um vaso sanguíneo, geralmente uma artéria do cérebro, resultando uma hemorragia e num aumento da pressão na área afetada.

c) Embolia cerebral: é resultado de uma entrada de um coágulo ou de gordura na corrente sanguínea arterial, dentro do sistema circulatório, e que eventualmente se localiza num vaso do cérebro, interrompendo então o suprimento sanguíneo à área irrigado por este vaso.
Para que se obtenha resultados dinâmicos e progressivos, é um importante um trabalho multidiscilplinar: Médicos, Enfermeiros, Terapeuta ocupacional, Assistente social, Fonoaudiólogo, Fisioterapeuta, Psicólogo e Professor de Educação Física.
Toda e qualquer atividade física nestas situações devem ser avaliadas e prescritas por um especialista.


Definição de AVE


A definição de Acidente Vascular Encefálico (AVE) do Dicionário Médico é uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do encéfalo de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003).
Tem-se ainda a definição de que AVE é  um derrame resultante da falta ou restrição de irrigação sanguínea ao encéfalo, que pode provocar lesão celular e alterações nas funções neurológicas. As manifestações clínicas subjacentes a esta condição incluem alterações das funções motora, sensitiva, mental, perceptiva, da linguagem, embora o quadro neurológico destas alterações possa variar muito em função do local e extensão exacta da lesão (Sullivan, 1993).

Por quê AVE e não AVC?

Pessoal, é importante esclarecer à vocês que a sigla AVE (acidente vascular encefálico) ainda está sendo popularizada nos meios de comunicação, ainda é grande o uso da sigla AVC (acidente vascular cerebral).


Por quê AVE e não AVC?

AVE (acidente vascular encefélico) é um termo mais geral. AVC (acidente vascular cerebral) significa que a lesão encontra-se no cerebro.

Para perceber isso, é preciso perceber primeiro que o encéfalo é composto por:

-Cerebro e os seus dois hemisferios
-O diencéfalo (talamo, hipotalamo)
-O tronco cerebral (mesencefalo, ponte e bulbo)
-O cerebelo

Todas essas áreas podem sofrer acidente vascular, não só o cérebro. Dai, o termo mais correto seria AVE e não AVC, a não ser que haja certeza que a lesão esta localizada no cérebro, ai pode se dizer AVC.
  

sábado, 12 de maio de 2012

Seja Bem Vindos!

Este blog foi criado com o objetivo de divulgar o trabalho do grupo de Acidente Vascular Encefálico (AVE) do 1º Período de Enfermagem - Noturno. Além de divulgar o trabalho, este será um meio de informações, depoimentos, e troca de idéias a respeito desta doença que a cada dia mata mais pessoas. Até o final do semestre, postaremos aqui diversas informações sobre a doença. 

Caso você tenha um caso na família ou alguma curiosidade sobre a doença, envie-nos seu depoimento através do e-mail: rafaelmiranda@correio.unifenas.br

Sejam bem vindos a esta rede que se tornará nossa grande fonte de disseminação de conhecimentos sobre o AVE, afinal, a prevenção é a melhor arma contra esta doença!